segunda-feira, 23 de março de 2015

AS MASSAS, AS ÁGUAS, AS FLORESTAS E NOSSAS VIOLÊNCIAS...

Imagem publicada – fotografia publicada no site das Nações Unidas (Onu) com um grande poço de água, rodeado de uma quase centena de seres humanos, uma massa de sedentos, em pleno deserto da África, lançando seus baldes em busca desse vital elemento. Um elemento-vida que comemoramos ao mesmo tempo em que esgotamos. Uma pequena amostra de homens e muitas mulheres, com suas vestes típicas, suas moringas, seus potes de barro. O mesmo barro que soprado poderia criar o Homem, mas que estamos tornando cada dia mais seco, mais árido, menos Terra e mais devastação. E, juntos, poderíamos tentar mudar esse rumo. Entretanto, só usamos os barros para novos muros, novas segregações, foi-se o “tijolo” da conscientização política de Paulo Freire? Entram em cena as máscaras e as encenações, hipermidiáticas e hipercapitalizadas, que não educam e nem transformam.

“Nenhum homem é capaz de mostrar um rosto para si mesmo e outro na multidão por muito tempo sem acabar confuso em relação ao verdadeiro” (Nataniel Hawthorne – A letra escarlate)

Você deve estar se perguntando qual a relação ou aproximação que este título tem entre os termos e seus significados (e significantes). Porque relacionar as massas, hoje tão “populares”, televisivas e festivas, nas chamadas ‘’manifestações’’, com as águas, as florestas, que desaparecem? E, enfim, com nossas violências que recrudescem?

Primeiro como repetição, lembrar que estamos em tempos do que chamo de IDADE MÍDIA, depois lhes avisar que os temas são mais amplos e mais oceânicos do que minha vã pretensão. Não tenho como atingir em um texto, embora extenso para alguns, todas as dimensões destas transversalizações. Lembro que estamos em dias que se ‘’comemoram’’ como segregação, na visão local e minúscula, embora todos conjuntamente, propagamos como os ‘’dias internacionais’’, portanto universalizantes e igualitários.

Como assim? Os símbolos de massas atuais estão muito próximos do que Elias Canetti denominou e classificou em MASSA E PODER. Quando milhares que se pretendem milhões levantam suas faixas e seus “protestos” fico mais ainda convicto das lições dessa fundamental, não fundamentalista, leitura dentro de um viés de uma “antropologia patológica” sobre as interações do poder com as massas, seus cristais, seus símbolos, suas múltiplas facetas.

As massas recentemente revelaram um discurso de ódio, de discriminação e de dominação. Estiveram mais uma vez globais, convocando um ‘’vem pra rua”, mais uma vez pedindo: - “Veja, aceite como verdade e se aliene”. Essas maltas elitizadas que usaram, ao máximo, suas máscaras, ou personas, como se fosse uma manifestação de todo um povo, todo um país, toda uma nação.

Gritaram, fingiram-se ‘’revoltados’’, tiraram as roupas amarelo-verdes da Copa e, depois, de uma nova Marcha da Família pela Pátria, agregando desde golpistas, saudosistas da Ditadura, evangelizadores fundamentalistas, neo-nazistas até a  TFP. Passado o domingo e sua exibição, voltaram para seus sofás e suas varandas.

Demonstrou-se, entretanto, claramente, para os que querem enxergar, que podemos todos nos torna uma massa corrompida que cospe a Mentira e a Agressão para sua própria produção de farsa, daquilo que julga, freneticamente, combater: a corrupção.

Estes recentes fatos massificantes, que antevi em 2013, também confirmam como, por que e para quem podem se tornar um mar falso revolto,  por ondas fascistantes, areias movediças dos preconceitos e velhos rios turbulentos das Águas de Março de um Golpe civil-militar. Águas barrentas, vistas apenas um temporal, hoje só uma chuva que decantou essas areias, demonstrou que o “mar não tem limites internos e não está dividido em pequenos povos e territórios”.

O Tsunami instituído e politicamente desejado ainda não veio. Entretanto, mais uma vez, como repetição neurótica e histriônica, nos mostrou a máscara triste e carrancuda dos micro-fascismos instituídos e latentes em nós. Os monstros fardados, aparentemente adormecidos-anistiados, dos porões da Ditadura foram invocados, militarescamente, seriam e serão, como velhos refrões e clichês: os restabelecedores da Ordem e do Progresso.

 Essa mesma ordem que suprime o que mais precisamos: a diversidade, a floresta tropical dos conhecimentos ou atlântica das liberdades civis. Sabemos que árvores, simbólica e ordenadamente enfileiradas, lembram bem as milícias, as patrulhas e os exércitos.

Nenhum dos seus “indivíduos” escapará, como um símbolo, da atração pelo fogo grupal e seu incêndio, à destruição de sua própria existência. Como diz Canetti, dentro dessa imobilidade múltipla, com raízes bem duras e fincadas, os troncos (indivíduos) podem ser cortados, mas não movidos. Ficam como os campos arrasados ou minados. Restos de árvores que podem ou não renascer.

Segundo ele, “a floresta se converteu num símbolo do exército: um exército em formação, um exército que não foge (à luta) em circunstância nenhuma; que se deixa despedaçar até o último homem antes de ceder um único palmo de terreno”. 

Assim também se criam desertos e homogeneidades ideológicas. Assim, naturalizamos e banalizamos as violências dessas chamadas “manifestações pacíficas”, apesar de seu claro desejo de devastação do que escolhem como os “inimigos”: desde um Partido/Governo até os sem-teto, os sem-terra, os off-line.

Os “novos” oponentes ou ameaças, ou mesmo os que ficaram e ficarão fora, como já o são estes “divergentes embora emergentes” na Sociedade de Consumo e do Espetáculo. Para tanto basta que os marquemos com uma estrela vermelha ou mesmo aquela amarela do nacional-socialismo alemão. Um estigma, uma discriminação e identidade. Então viram menores infratores ou maiores delatores.

Os antigos “bodes expiatórios” só trocam o pijama listrado por uniformes pardos. Os velhos guerrilheiros pelas novas/velhas calças jeans desbotadas ou surradas.  E, alinhados com os nacionalismos, serão alistados nesse exército da salvação, vestirão novos ternos e novas gravatas políticas ou jurídicas. Proclamam sempre um novo país, mas mantem as velhas posturas despolitizantes das maiorias.

Surgem aí as violências subterrâneas, enraizadas historicamente nos muitos anos de colonização e escravatura. Os bem-nascidos continuam sendo uma suposta “classe”. A chamada “elite”, branca, culta, muito ou pouco rica e que não precisa de cotas. Uma parcela que se diferencia e tem como identidade a sua individualista forma de viver. Dizem-na sempre “média”. Para mim tornou-se mais que isso: supõem-se mais “normais” e “íntegros” do que qualquer Outro das chamadas classes subalternas ou inferiores.

 Incomodam-se com essa ascensão desses Outros, na maioria afrodescendentes ou ‘mestiços sócio-econômicos’, aos direitos sociais e às galerias dos shoppings, onde ameaçam os novos grupelhos de “nossos filhos com escola privada, smarthphones e roupas de grife (mesmo que estas sejam fruto de trabalho escravo)”. Seriam eles os novos bárbaros? Ou apenas são descendentes de outras raças, outras terras, outros planetas?

Nesses dias, tão comemorativos, inclusive daqueles que chamamos de pessoas com Síndrome de Down, muitas vezes vistos ainda com extraterrestres ou mongóis, portanto invasores, assim como os meninos e meninas negros em um shopping, é que percebemos o quanto ainda discriminamos, rejeitamos e fingimos aceitar essas diferenças e diferentes em nosso casto e puro mundo idealizado. Para eles abrimos espaços, já que estiveram muitos séculos fora-das-leis e dos direitos, em novas massas a serem incluídas.

E desejamos tanto usar o discurso da inclusão que acabamos por criar novos e sutis modos de exclusão, ou mesmo de extermínio, inclusive com as biopolíticas e as engenharias genéticas. Usaremos tanto o discurso da prevenção dos erros genéticos como os discursos falaciosos de suas proteções. Serão todos homogeneizados, todos reformados ou remodelados. A sua presença não significará sua garantia de re-conhecimento.

Se nos faltar a água, se cortamos todas as árvores, se secarmos todas as nascentes, desmatarmos e des-florestarmos nossas relações e afetos, assim massificados não escaparemos dessa insensibilidade cruel. Uma cruel compaixão.  O Outro excluído  pode ser a fonte a ser destruída. Ele encarna o que nos dizem ser o “Mal” ou “Mau”.

Esse Mal, o mesmo que ouvi gritarem das janelas e sacadas, que foi midiaticamente localizado em uma figura de poder. Esse Mal que ocupa mais espaço nas redes sociais que todas as vacinas para o HIV. Esse Mal que “tem de ser cortado pela raiz”, o mesmo que é banalizado quando olharmos para esses dados: “no Mundo 768 milhões de pessoas ainda não tem acesso à agua tratada; 2,5 bilhões de pessoas têm condições sanitárias ruins ou  péssimas; 1,3 bilhão não tem acesso à eletricidade...”(*).

 E, por exemplo, mesmo que sejamos uma parte invisível de mais de 25 milhões de pessoas com deficiência, ainda, para além das Leis de Inclusão, continuamos diferentes e desiguais. Afinal, a desigualdade já é ”natural e da Natureza” (inclusive da “humana”). Estes sujeitos ainda continuam, assim como os marginalizados, fazendo parte destes números apresentados acima. Ocupam, junto de jovens, negros, mulheres, lésbicas, trans, homossexuais, pobres e outros desfiliados a massa quase líquida como sua modernidade. Ainda são descartáveis. São "menores"?.

Não importa a falta de água, da privada ou da luz acesa, na casa ou teto desses “incômodos e estranhos vizinhos”. Importa, cada dia mais, o quanto de grana conseguimos ganhar, gastar ou poupar para nossos consumos autorizados, compulsivos e sacralizados. A escassez, inclusive de afetos, que produzimos ou somos coautores não nos sensibilizou nem um pouco. Esses Outros são apenas os que são “portadores” ou “desviantes”.

E o nosso vizinho, aquele ali do lado no condomínio (fechado ou sob vigilância crescente), é apenas um brasileiro “normal”. Mas se aplicarmos as lentes da Arendt, olhando-o trans historicamente, ele fica parecido com o ‘bom’ homem que foi Eichmann.  Como o oficial burocrático do campo de concentração nazista do passado, hoje, podemos ser apenas um bom pai, ou boa mãe, um sujeito de boa família, com um bom sobrenome, de tradição e de direitos. Somos e seremos aqueles que “nunca transgrediram ou transgredirão, ou violaremos uma lei, ou estacionamos em vagas prioritárias, ou nem vemos placas de trânsito sobre nossos tempos da velocidade”. Como dizem: estes seremos, os imaculados cidadãos e cidadãs “que nunca se corromperam e nem se corromperão”.

Entretanto, quando perdidos diante da seca e do incêndio da floresta, suplicantes por uma gota de chuva iluminadora, diante do enorme buraco negro de nossas securas humanas, nos tornaram uma máquina, um exterminador, ou um perigoso e voraz animal. A sua e a nossa banalizada violência agora pode ser grupal. Valerá tudo para que tenhamos o “poder” de “limpar a sociedade” dos que se tornaram os “culpados” de toda essa “desordem político-institucional e sócio-economica”.

Mais uma vez lembro Canetti: “No tratamento dos judeus (e todos os dissidentes políticos, ideológicos, raciais ou sexuais), o nacional socialismo (nazismo para os que ainda não sabem disso) repetiu da forma mais exata possível o processo da inflação. Primeiro eles foram atacados como maus e perigosos, como inimigos; depois foram sendo cada vez mais desvalorizados (associados à inflação e desvalorização do marco alemão);... e, no final, eles eram considerados literalmente como ‘insetos nocivos’, que podiam ser exterminados aos milhões”. E lema ainda é usado pelas corporações: Arbeit Macht Frei – O trabalho liberta...

Os “homens e mulheres do Bem”, nessa Idade Mídia, com suas cruzes ou seus tablets, armados e municiados da mais pura alienação ideológico-política, tornam-se os “novos cruzados”. Reapresentam a suástica no mesmo cartaz ou faixa que pede intervenção militar. Os anunciadores do apocalipse da Terra Brasilis vestem seus uniformes. Hasteiam a bandeira da Tradição, da Família e da Propriedade. Tingem os rostos como de fosse para uma guerra santa. Iludem-se, quiçá, alucinam, com a miragem que lhes foi vendida como oásis.

 E, aí, deixam o homem “comum” se tornar uma das forças do Mal. O mesmo que lá nas histórias totalitárias se transfigurava em legítima violência em nome da Segurança Nacional. Aquele que pode legitimar as piores torturas ou aprisionamentos. E, sedentos de identidade, tentarão, como massa inflacionária, como uma dengue, uma epidemia “legal”, contaminar o máximo possível em direção às massas que se pretendem um milhão.

Eles e elas, ao se vestirem em suas uniformidades bicolores, nacionalistas e excludentes, acabam por esquecer as cores de seus próprios corações. Afinal ainda dizem que nosso sangue comum é vermelho. Passam e desfilam em avenidas, mas nunca irão conhecer as vielas, as ruelas e os becos transversais. Afinal ainda reservam esses locais para o ‘’proletariado’’, “pobres”, “povo” ou “favelados”. Cuidado ali é uma comunidade onde as balas se perdem, os corpos podem ser arrastados, e, para sua segurança, procure a Rota.

Passado o calor do pequeno incêndio explorado por lentes de aumento, não desprezando seu potencial virulento e dessensibilizante, as panelas voltam para as mãos das empregadas domésticas. O nosso pão de cada dia é recheado de manteiga, os afagos nas PMs desaparecem, enchemos os nossos poluidores veículos com os combustíveis antes do fim do pré-sal, e nossas mesas fartas/opulentas continuam, assim como as televisões de tela plana e mentes também, imóveis como os eucaliptos em falsas florestas. Até sermos abatidos.

O único risco que corremos e corremos, se continuar essa Onda, é que tenhamos de lembrar que revoltadas deveriam estar essas pessoas off-line, marginalizadas de todas as redes, hora esquecidas e, apenas eleitoralmente, hiper “incluídas”. Entretanto, permanecem ainda vítimas de todas as violências, desde as urbanas visíveis às domésticas invisíveis. Violências e vulnerações já naturalizadas, em especial contra, aqueles que classificamos, como no Espetáculo das Raças, como vulneráveis, desviantes, desnaturados, desfiliados ou incapazes da auto-defesa.

Eles tenho certeza, não são e nem serão os que mais esperdiçam as águas, desmatam o futuro, mas podem vir a ser as massas que terão o papel de enfrentamento das neo-colonizações e dos novos Impérios.

ENTÃO, em seu nome, sem sua autorização, podemos, todos e todas, com “classe”, comemorar os dias ‘’internacionais”: da Criança, da Síndrome de Down, da Eliminação da Discriminação Racial e do Racismo, da Poesia, das Florestas, da Água.

E, como todo dia é de reinvenção e poesis, quem sabe um dia, em sonho e porvir, inventemos a não repetição de milhares ‘’Noites dos Cristais” de massa, milhares de dias de Muros a derrubar, seja em Berlim ou na Palestina ou no México,  milhares de Golpes a desmantelar já que nos demolem direitos humanos, milhares de  Falsas Re-involuções ou Massas Fanáticas, que não distribuem rosas ou cravos, mas sim distribuem, sem distinção de classes sociais ou econômicas, os piores espinhos ou venenos ideológicos.

Enfim, semeiam, mesmo nas mentes mais desérticas, os narcisismos das pequenas diferenças e o ódio ao Outro e à Diferença... Já nos re-conhecemos como massa, quando seremos uma multidão? Quando seremos nossa mais im-pura água semeadora de múltiplas florestas humanas, como plural das diversidades e das diferenças desejantes?

Copyright/left jorgemárciopereiradeandrade 2015-16 (favor citar o autor e as fontes em republicações livres pela Internet ou outros meios ou mídias de e para as massas)

LEITURAS CRÍTICAS PARA OS NEO-REvoltaDOS E DES-MATADORES DO FUTURO (assim como releitura para os que ainda sonham e são chamados de utópicos ou ‘vermelhos’, pois eu sei que sou e serei, poeticamente, sempre PRETO, trans-portando a combinação de todas as cores):

MASSA E PODER – Elias Canetti, Editora da UNB/Melhoramentos, Brasília, DF, 1983.
O ESPETÁCULO DAS RAÇAS (Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil)– Lilia Moritz Schwarcz, Editora Companhia das Letras, São Paulo, SP, 1993.

EICHMANN EM JERUSALEM (Um relato sobre a Banalidade do Mal – Hannah Arendt, Editora Companhia das Letras, São Paulo, SP, 1999.

SOCIALISMO OU BARBÁRIE (O Conteúdo do Socialismo) – Cornelius Castoriadis, Editora Brasiliense, São Paulo, SP, 1983.

O SILÊNCIO DO ALGOZ (Face a face com um torturador do Kmer Vermelho) – François Bizot, Editora Companhia das Letras, São Paulo, SP, 2014.

O QUE É VIOLÊNCIA SOCIAL - Antônio Zacarias, Daniel dos Santos, Jorge Márcio Pereira de Andrade, Ricardo Arruda, Escolar Editora, Coleção Cadernos de Ciências Sociais (Org. Prof. Carlos Serra), Lisboa, Portugal.

Indicações de matérias da Internet ligadas ao texto:


No Dia Internacional das Florestas, ONU lembra que 1,6 bilhão de pessoas depende delas para viver http://nacoesunidas.org/em-dia-internacional-das-florestas-onu-lembra-que-16-bilhao-de-pessoas-depende-delas-para-viver/

LEIAM TAMBÉM NO BLOG –

ÁGUA PARA QUE TE QUERO? Dia Internacional da Água http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/03/agua-para-que-te-quero-dia.html

A CORÉIA DO FANATISMO POLITICO E O FANATISMO RELIGIOSO DO PASTOR: estamos no Século XXI? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/04/a-coreia-do-fanatismo-politico-e-o.html


RACISMOS, BARBÁRIES, FUTEBOL... ONDE ENTRECRUZAM AS VIOLÊNCIAS SOCIAIS? http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2014/05/racismos-barbaries-futebol-onde.html

MOVIMENTOS, MASSAS, MANIFESTOS E HISTÓRIA: POR UMA MICROPOLÍTICA AMOROSA, URGENTE. http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/06/movimentos-massas-manifestos-e-historia.html

A MÁQUINA DA EMPATIA – INCLUINDO A REINVENÇÃO DO OUTRO http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2010/12/maquina-da-empatia-incluindo-reinvencao.html

10 comentários:

  1. Meu caro amigo Jorge Marcio, comungo de cada item dessa revolta demonstrada em seu texto! O que mais lastimo foi ver as fotos exibidas de minha filha e minha irmã, desfilando orgulhosamente, brandindo suas bandeiras de anticorrupção. E o pior foram as críticas feitas às minhas postagens, até às que nada tinham a ver com política. Fui forçada a bloqueá-las, e não por razões políticas, como elas devem acreditar, mas sim, pelo desrespeito às minhas posições. Ainda tiveram a ousadia de me chamar a atenção! Abraços, Dulce

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  2. QUERIDA DULCE
    Este primeiro comentário ao meu texto já me serve de ''pretexto'' para muitas outras linhas, palavras ou poesias. Agradeço por ter a coragem de enfrentar até quem deveria ter aprendido que a maior ousadia ainda é AMAR, a plenos pulmões e com paixão, as doces DIFERENÇAS dos OUTROS...fraternalmente. mando um doceabraço para suas irmãs, não para as bandeiras que seguram... elas só estavam inebriadas pelo falso fogo dessa massa e sua farsa... A você envio o mais terno abraçodocecomdesejodequesaibamosaprendercomasdiferenças jorge márcio

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  3. Agradeço o doceabraço, vindo de alguém que nem ao menos me conhece, contra o desrespeito das que melhor me deveriam conhecer...

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  4. O ser humano atinge a Terra de tal forma, que tudo o que ainda temos na natureza, vai se despedindo - água, plantas, solidariedade, sensibilidade........e a Terra sendo destruída. Lamento pela geração dos meus sobrinhos netos. A violência contra a Terra, contra o ser humano está em um limite absurdo. Fico assustada com os próximos dias, meses, anos.......
    Gostaria de compartilhar no face - não sei como fazê-lo. Que meus amigos leiam também.
    Jorge Márcio, um abraço aconchegante.
    Lina Bastos

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  5. Jorge Marcio, você, mais uma vez, escreveu o que sinto e não sei articular... e articulando com você - como leitora também - compreendo melhor o que sinto e compartilho melhor.
    Docebeijo.
    Flavia Leitão

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  6. Olá Dr. Jorge, vc retratou a realidade , o que causou-me tristeza e ao mesmo tempo dúvida se teremos mudanças significativas nas estruturas do País sob a gestão de nossa Presidenta. E aí eu te indago : O quê fazer de imediato para abortar a vinda do Tsunami? Um abraço

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  7. Que texto maravilhoso! Me senti muito tocada, ora massa, ora multidão,mas inevitavelmente humana! Abraço, Sabrina

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  8. Parabéns, Jorge Márcio, mais um texto que nos confronta com nossas frágeis certezas, nos obrigando a encarar nossos lugares de pilhas na matrix

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  9. Parabéns Jorge Marcio. Mais um texto instigante, que nos desafia a abandonar nosso lugares de pilhas do Matrix

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  10. É Jorge Marcio os seus textos arrepiam a pele, os cabelos ao descrever e refletir a realidade desse universo "apelidado"de civilizado! Que barbárie! Felizmente suas experiências, compromissos humanos, caminhada profissional, seu amor e dedicação paterno faz brotar uma certa esperança de que um novo mundo será possível! Para tanto, será necessário que pessoas consciente juntem forças, ações e reações äs suas!

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